UTM para infoprodutores: como saber de onde vêm as vendas do seu curso

5 min de leitura

Ilustração de caminhos tracejados saindo de ícones de vídeo, e-mail, mensagem, anúncio e redes sociais até uma página de vendas no notebook

Toda semana alguém me pergunta qual canal está vendendo mais: o Instagram, a lista de e-mail, o YouTube ou o anúncio. Quase sempre a resposta honesta é "não dá para saber", porque todos os links apontam para a mesma página, sem nenhuma marcação. A venda chega, mas a origem se perde no caminho.

UTM é o jeito mais simples de resolver isso. Não precisa de ferramenta cara nem de programador. Precisa de disciplina para escrever os links sempre do mesmo jeito. Neste artigo eu mostro como eu penso nesse padrão e como ler o que ele devolve.

O que é UTM, sem complicação

UTM é um conjunto de parâmetros que você coloca no fim do link. Eles não mudam a página. Só avisam à ferramenta de análise de onde aquele visitante veio. Os três que importam no dia a dia são:

  • utm_source: quem mandou a pessoa, como instagram, youtube ou email;
  • utm_medium: o tipo de tráfego, como social, video, newsletter ou cpc para anúncio pago;
  • utm_campaign: a ação específica, como o nome do lançamento ou da oferta.

Existem também utm_content e utm_term. O utm_content é útil para separar dois links dentro da mesma peça, como o link da bio e o link de um story. O utm_term eu quase não uso fora de anúncio de busca.

Um link marcado fica assim (exemplo fictício):

https://seusite.com.br/curso?utm_source=instagram&utm_medium=social&utm_campaign=lancamento-marco&utm_content=bio

O padrão de nomes vale mais que a ferramenta

O erro que mais vejo não é esquecer a UTM. É escrever cada link de um jeito. Um dia é Instagram, no outro instagram, no outro ig. Para a ferramenta, isso são três origens diferentes, e o relatório vira uma lista que ninguém consegue somar.

A minha regra é curta:

  • tudo em minúsculas;
  • sem acento e sem espaço, com hífen no lugar;
  • uma lista fechada de source e medium, escrita num documento que todo mundo da equipe consulta;
  • o nome da campanha igual ao nome que vocês já usam internamente para aquela ação.

Parece burocracia. Na prática, é o que permite olhar o relatório no fim do mês e confiar nele.

Uma planilha resolve o começo

Antes de pensar em automação, monte uma planilha simples com uma linha por link: data, canal, peça, source, medium, campaign, content e o link final montado. Uma fórmula que concatena as colunas evita erro de digitação.

Essa planilha vira o histórico das suas ações. Quando alguém perguntar "qual foi o link daquele e-mail de novembro?", a resposta está lá. E quando você quiser comparar dois lançamentos, os nomes já batem.

Onde a UTM costuma se perder

Mesmo com o link certo, a marcação pode sumir no caminho. Os pontos que eu confiro primeiro:

  1. Encurtador ou redirecionamento. Alguns removem os parâmetros. Clique no link final e veja se a UTM continua na barra de endereço.
  2. Botões dentro da página. Se a página de vendas leva para o checkout por outro link, veja na documentação da sua plataforma de pagamento como ela recebe a origem. Cada plataforma tem o seu jeito, e vale testar com uma compra de teste antes do lançamento.
  3. Link copiado à mão. Alguém da equipe pega o link da barra do navegador, já com a UTM de outro canal, e cola num post novo. Por isso o link sempre sai da planilha.
  4. Tráfego sem marcação. Conversa no WhatsApp, link colado em grupo, digitação direta. Isso aparece como acesso direto e não tem como ser 100% marcado. Aceite e marque o que der.

Como ler o resultado

Com as UTMs no lugar, a primeira leitura é simples: quantos visitantes cada origem trouxe e quantas vendas vieram de cada uma. Visitante e venda contam histórias diferentes. Um canal pode trazer muita gente que não compra, e outro, pouca gente bem decidida.

Dois cuidados que eu levo comigo:

  • Não decida com pouco dado. Duas vendas a mais num canal, numa semana, não dizem muita coisa. Olhe períodos completos.
  • Lembre que a pessoa passa por vários canais. Alguém pode ter visto o vídeo, entrado na lista e comprado pelo e-mail. A UTM mostra o último clique marcado, não a jornada inteira. Use como bússola, não como sentença.

Por que isso importa antes de testar a página

Quando você começa a otimizar a página de vendas, saber a origem do visitante muda a conversa. Quem chega da sua lista já conhece você. Quem chega de um anúncio frio está vendo seu nome pela primeira vez. Ler o resultado de uma mudança sem saber quem estava passando pela página é ler pela metade.

Se você ainda não escreveu nada sobre a sua página, comece por onde o visitante desiste da página de vendas e pelo roteiro para testar a headline.

Onde a Crowthy entra

Na Crowthy, a IA analisa a sua landing page ou página de vendas e propõe variações para testar. Você revisa e aprova antes de qualquer coisa ir ao ar, e só então os testes A/B rodam. Nada muda na sua página sem a sua aprovação. Com as origens bem marcadas, fica mais fácil entender o contexto do tráfego que está passando pelo teste.

Para levar daqui

  • Use utm_source, utm_medium e utm_campaign em todo link que você controla.
  • Escreva tudo em minúsculas, sem acento, com uma lista fechada de nomes.
  • Gere os links numa planilha, nunca à mão.
  • Confira encurtadores e a passagem para o checkout com um teste real.
  • Leia visitante e venda separadamente, em períodos completos.

Não é a parte mais glamourosa do negócio. Mas é ela que transforma "acho que o Instagram vende" em uma resposta que dá para defender.

Dan é CPO da Lua Vision e empreendedor digital à frente de produtos como a Crowthy e a Meelion. Tem mais de 20 anos construindo produtos digitais no Brasil, com passagens pela liderança de produto em empresas como Catho, Grupo Zap e unico. Pai de gêmeos, é um nerd apaixonado por games, RPG e jogos de tabuleiro ameritrash. Aqui ele escreve sobre negócios, tecnologia e IA aplicada ao dia a dia de quem vende online.

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